10 momentos de Quentin Tarantino

Nascido a 27/03/1963 no Tenessee, Tarantino cresceu como um rato de locadora, garimpando belas pérolas que naturalmente, serviram e servem de influencia para seus filmes. Assíduo assistidor de filmes de ação das antigas, filmes de Kung Fu e aquelas deliciosas pérolas sobre crime, ele surgiu no cinema com o estupendo Cães de Aluguel, que passeia por vários gêneros e tudo carregado com o humor negro que se tornou sua marca. Sou até suspeito para falar dele, pois se trata de meu diretor preferido. De toda a sua filmografia, retirei 10 momentos que considero irretocáveis e inesquecíveis. 10° - Treinamento com Pai Mei em Kill Bill Volume 2: Kill Bill é uma grande homenagem de Tarantino às suas origens. Com uma trilha contendo clássicos de filmes faroeste, filmes de Kung Fu e aquela pegada mais pop presente em seus filmes. Com essa cena não é diferente. A Noiva está presa num caixão e para fugir, lembra de seu árduo treinamento com o mestre da porrada Pai Mei. Na cena há Ennio Morricone tocando, causa uma certa vibração por quem assiste, e a forma como a cena foi feita, fazem ela ser digna de ficar em 10° lugar na listinha. 9° - Seqüência em Anime de Kill Bill Volume 1: o filme em si nasceu para ser eterno! E todas as inovações vindas com ele. A seqüência em questão mostra a trajetória de O Ren Ichi de sua infância traumática à ascensão no crime organizado Japonês. A sacada mais marcante é que como a personagem é oriental, não poderia ser de outra forma mostrada a sua história. 8° - Acidente em À Prova de Morte: creio eu o momento mais insano da carreira dele! Sem mais nada a acrescentar. 7° - 5 pontos que explodem o coração em Kill Bill Volume 2: momento mais esperado para quem acompanhou a saga da Noiva. A cena é genialidade pura. Pra mim ela começa quando Bill começa sua teoria sobre Supermam, segue para o diálogo na mesa e o golpe final, mais uma vez ao som do mestre Ennio Morricone. Depois disso, a Noiva sente remorso, afinal de contas ela amava ele, e a cena, em que ela está chorando no banheiro é sem dúvida a coisa mais linda que Tarantino filmou. 6° - Like a Virgin, em Cães de Aluguel: primeira aparição definitiva dele, o filme independente que se tornou Cult é sem sombra de dúvida Quentin Tarantino versão filme. O diálogo que abre o filme, em que 6 ladrões planejam o roubo perfeito, e num café discutem música até chegarem ao grande sucesso de Maddona “Like a Virgin” é deliciosa. “Dick, dick, dick, dick, dick!” e o 6° lugar. 5° - Vincent Veja injetando Adrenalina em Mia Walace, em Pulp Fiction: Tarantino levou o OSCAR de melhor roteiro por esse filme, clássico de nosso tempo. Na cena em questão, Mia Walace tem uma overdose e Vincent, que cumpre ordem de mantê-la sob vigilância (pois se trata da esposa de seu chefe) e corre contra o tempo, desesperado, para salva-la, e o único jeito é injetando Adrenalina em seu coração! A cena é de um primor narrativo FODA! 4° - Pisada no olho, em Kill Bill Volume 2: depois de matar metade do elenco do filme, a Noiva vai ao encontro da muié de tapa olhos Elle Driver, e ao descobrir que ela matou o seu mestre Pai Mei, dá-le um golpe que arranca seu único olho. Mesmo castigo dado por Pai Mei a ela. Depois claro, não obstante, ela encerra a luta com uma pisada no olho, que de tão incrível chega ao 4° lugar. 3° - Vincent Vega injetando heroína, em Pulp Fiction: digo e repito, Pulp Fiction dignifica a década de 90! A cena em questão é chocante, psicodélica, incrível! Um momento inspirado de um diretor em ascensão e uma atuação estupenda de um astro em retorno (John Travolta, que andava meio sumido). 2° - Dança de Vincent Vega e Mia Walace, em Pulp Fiction: um dos momentos mais inesquecíveis do cinema e que virou a assinatura do diretor no cinema. Pra mim só perde em preferência para o 1° lugar, que por sinal é uma dana também. 1° - Tortura ao som de Stuck in The Middle With you, em Cães de Aluguel: é a melhor cena que ele filmou! Cães de Aluguel é monstruosamente amado por mim e por qualquer fã do diretor. E pode perguntar a qualquer um deles, qual a sua cena preferida, e essa será maioria sem dúvida! Mr. Blondie vai torturar um policial e se diverte fazendo a graça ao som da divertida e deliciosa música dos anos 70. Cena histórica! Filmografia do diretor: 2007 - À prova de morte (Death proof) 2005 - Sin City - A cidade do pecado (Sin City) 2004 - Kill Bill - Volume 2 (Kill Bill: Vol. 2) 2003 - Kill Bill - Volume 1 (Kill Bill: Vol. 1) 1997 - Jackie Brown (Jackie Brown) 1995 - Grande Hotel (Four Rooms) (Episódio - O Homem de Hollywood) 1994 - Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp fiction) 1992 - Cães de Aluguel (Reservoir dogs) Premios: - Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, juntamente com Roger Avary, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Diretor, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Roteiro, juntamente com Roger Avary, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Diretor, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Ganhou o BAFTA de Melhor Roteiro Original, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu uma indicação ao César de Melhor Filme Estrangeiro, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu 2 indicações ao prêmio de Melhor Diretor no Independent Spirit Awards, por "Cães de Aluguel" (1992) e "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994). Venceu por "Pulp Fiction".
- Ganhou o prêmio de Melhor Roteiro, juntamente com Roger Avary, no Independent Spirit Awards, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu uma indicação ao prêmio de Melhor Filme de Estréia no Independent Spirit Awards, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Ganhou a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (1994).
- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Ator Coadjuvante, por "Um Drink no Inferno" (1996). Curiosidades: - Nascido em 1963, Quentin Tarantino inicou sua carreira fazendo pontas em diversos filmes e também fazendo o Curso de Direção do Sundance Institute. Chegou a atuar em diversas séries da TV americana e escrever roteiros que se tornariam sucessos em Hollywood, como os de Amor à Queima-Roupa (1993), de Tony Scott, e Assassinos Por Natureza (1994), de Oliver Stone.
- Estreou na direção com uma produção independente, Cães de Aluguel (1992), que foi co-produzida pelo ator Harvey Keitel, figura constante em seus filmes.
- Logo em seguida, dirigiu seu maior sucesso até o momento, Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994), que ressuscitou a carreira de John Travolta, deu novo impulso para Samuel L. Jackson e Uma Thurman e ainda rendeu a Tarantino sua primeira indicação ao Oscar, como melhor diretor.
- Foi também produtor executivo do filme Parceiros do Crime (1994), do então estreante Roger Avary, seu parceiro no roteiro de "Pulp Fiction", atuou em alguns filmes de destaque, como A Balada do Pistoleiro (1995) e Um Drink no Inferno (1996) e ainda dirigiu um dos episódios da comédia Grand Hotel (1995).
- Já em 1997, Tarantino volta a dirigir sozinho um longa-metragem, com Jackie Brown, adaptação de um famoso livro do escritor americano Elmore Leonard.
- Em sua curta carreira como cineasta, os filmes de Quentin Tarantino ficaram marcados por falar do submundo, mesclando sempre doses de humor e violência.
- É casado com a atriz Mira Sorvino, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Poderosa Afrodite (1995).
- Os rumores de ter trabalhado nos filmes A Hora dos Mortos-Vivos e Rei Lear foi apenas uma forma de Tarantino aumentar seu currículo indevidamente, mas o erro acabou indo para em vários livros especializados de cinema.
- Já foi gerente de uma videolocadora. Inclusive, o próprio Quentin Tarantino credita grande parte de sua criatividade ao fato de ter tido acesso a diversos filmes em seu trabalho, que lhe serviram de inspiração.
- Geralmente costuma atuar como ator em seus filmes, através de pequenas pontas.
- Antes de estrear como diretor em Cães de Aluguel (1992), uma das formas de captar recursos pro filme foi a venda de dois roteiros seus: Amor à Queima-Roupa (1993) e Assassinos por Natureza (1994). fonte: www.adorocinema.com.br 
Escrito por Rafael L. Souza às 15h21
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O Exterminador do Futuro - A Salvação

Minha infância não foi a mesma depois de Exterminador do Futuro 2. Considero o filme como um marco do cinema de ação. James Cameron, nos anos 80, ainda um desconhecido no meio cinematográfico, com um orçamento risível, um Arnold Schwarzenegger anabolizado (com direito a 17 falas) e muita criatividade, iniciou uma promissora e original saga, a dos homens contra as máquinas. Robôs enviados do futuro para inibir o nascimento de John Connor, que viria a ser símbolo da resistência. A idéia deu certo e o filme virou cult, tanto que anos mais tarde, com um orçamento obeso e um Arnold Schwarzenegger já consagrado, James Cameron fez uma das melhores e mais perfeitas continuações que já vi. Depois do famoso “ I’ll be back” no primeiro, agora é enviado um robô para proteger Connor e garantir que ele cresça para iniciar seu legado. Sucesso garantido. Quatro premiações no OSCAR e um arraso de bilheteria. Mas não, a saga não acabou e em 2003, sob o comando do mediano Jonathan Mostow, o filme chega na sua 3° parte, dessa vez mais preocupada na ação do que em contar história (bem o contrário de seus antecessores), foi apenas um filme divertido, muito bem feito, campeão em bilheteria, porém, deixou um gosto de “huuum, faltou alguma coisa”. E para o deleite dos fãs, dessa vez sob o comando de um McG mais maduro, é ele mesmo, que trouxe as gostosonas das Panteras de volta, e arrasa no comando de um 4° filme da saga. Exterminador do Futuro – A Salvação foi pra mim uma bela surpresa. Pena que se mantém no estilo do 3° = muita ação, pouca história, só que ao longo da fita, notei algo que fez o ingresso valer a pena: as referencias aos antigos, principalmente aos 2 primeiros, garantem a diversão aos fãs e para os iniciados, impecáveis e bem trabalhadas cenas de ação. Eu não esperava boa coisa e saí do cinema feliz, dizendo pra mim mesmo “ é, esse valeu a pena”. Começa em 2003, Marcus Wright (Sam Worthington) está prestes a tomar a injeção letal, até que a Dra. Serena Kogan (uma Helena Bohan Carter careca, gorda e feia pra burro) o convence a ter uma 2° chgance e se oferecer para uma experiência. Depois de uma explicação resumida de tudo o que aconteceu nos anos seguintes, vamos até o ano 2018, John Connor (Christian Bale ainda nas sombras do Batman) está com a resistência, na no comando, ainda um reles soldado simpatizado com a causa, que depois de uma frustrada missão, descobre sobre Kyle Reese (Anton Yelchin) e que sem ele não haverá resistência e precisa acima de tudo encontra-lo e manter a salvo. Só que a relação de Kyle com Marcus (renascido na missão frustrada citada acima) pode colocar em xeque tudo o que a resistência construiu para se manter viva, e colocando em xeque também, a raça humana.
Desenhada a trama, o chumbo grosso come a vontade, explosões, corridas tresloucadas, tiroteios incessantes e um roteiro que ao mesmo tempo que acerta, erra um bocado, comprometendo o resultado final. Isso chega até a ser característico de filmes nessa época do ano, já que a alta temporada trás filmes mais para encher os olhos que para encher a mente. Só pra se ter uma idéia, o filme caminha bem até os minutos finais. Depois de surpresas agradáveis e de pistas para futuras continuações, compromete tudo forçando um final bem besta para algo que se projetou tão grandioso em sua primeira hora de projeção. Outra pedra no sapato gritante é um pedaço do elenco apagado e que ta ali só pra encher lingüiça. Bryce Dallas Howard (Kate Connor) é apenas bonita. Nada mais. Seus grandes e belos faróis (me refiro aos belos olhos claros) são lindos e responsáveis por parte de sua presença em cena, só que na hora de atuar, meu Deus do céu, que menina mais sem graça! O mesmo acontece com a jovem Jadagrace (Star), uma menina muda que ta ali só pra prencher espaço mesmo, ou o grandalhão Common (Barnes), que chega a ser piegas até quando não quer ser. De destaque o Sam Worthington convence bem e o Bale, naquela mesmice do Batman ainda, deixa um pouco a desejar mas arrasa em alguns momentos. Bohan Carter, sem parecer a versão feminina de Tim Burton só brilha mesmo no final, porque no início ela causa sono.
Mas o que deve ser realmente relevado é a direção escabrosamente incrível de McG. Depois de cometer exageros dispensáveis com As Panteras 1 e 2, ele demonstra mais segurança em suas cenas. Executa com tranqüilidade planos – seqüência incríveis, como logo no começo durante uma explosão nuclear e estamos juntos de John Connor no helicóptero vivendo toda a situação, ou logo no começo, quando somos um míssil em direção a base da Skynet. Essa brincadeira causa uma involuntária cumplicidade do público que chega a ser ótima e fator determinante para a diversão. Com cortes precisos e rápidos, muito barulho e testosterona, McG mostra competência e com isso trás aquele jeitão 80’s dos filmes de ação.
Os efeitos especiais maravilhosos, um mais perfeito que o outro, causam espanto e um misto de beleza e violência impecável. A caprichada direção de arte, que entrega um mundo bem apocalíptico evidentemente inspirado em Mad Max (até em algumas cenas de perseguição), por mais que feitas em computador chegam a assustar de tão perfeitas. Os robôs então mais marombados e mais ameaçadores. Há uns que lembram Robocop, outros que lembram Eu, Robô, mas além de tudo, todos ótimos.
Só que como citado acima, o que fez o filme valer a pena pra mim foi mesmo as referencias aos originais. Como por exemplo nesse diálogo:
Kate Connor: Se alguém procurar você o que devo dizer?(se referindo a John Connor) John Connor: Eu voltarei. (ou I’ll be back, como preferir)
Ou quando numa emboscada, Connor acaba com um Motoexterminador ao som de You Could Be Mine, música do Guns’n Roses que arrasa no 2° filme. Outra coisa bacana foi a relembrar Kyle Reese e voltar a coloca-lo como fator importante para o filme. Afinal de contas, é o pai de John Connor. Sem contar as outras trocentas referencias aos filmes mais antigos, explicando o Dia do Julgamento dentre outras coisas que certamente vão deixar aquela vontade de ver onde tudo começou as novas gerações. Mas o que realmente me deixou feliz, foi a luta de John Connor com uma versão em computador de Arnold Schwarzenegger, afinal de contas, ele não poderia faltar e mesmo artificial, corresponde as expectativas muito bem. Outra coisa foi a homenagem à Stan Winston, que pra mim é um gênio que o cinema perdeu. Ele eternizou os robôs de Exterminador, os dinossauros de Jurassic Park, Aliens, trabalhou muito com James Cmeron, mente por trás de True Lies, Titanic e os dois primeiros Exterminador e abocanhou 4 OSCAR’s e que infelizmente foi pro andar de cima. A homenagem mais que merecida não poderia vir de outro filme, que não fosse Exterminador (afinal de contas, seu legado continua com a Stan Winston Studio, e que caprichou nos robóticos nesse novo filme). Finalizando, fui sem muita esperança de gostar desse filme, mas acabei me divertindo a beça. Ação eletrizante, diversão descompromissada e 200 milhões gastos numa aventura das boas! Para os fãs é um presente e aos que não gostam muito, uma 2° chance. (piadinha besta que só quem viu o filme vai entender e é capaz de nem rir  ) Nota: 8,0
Escrito por Rafael L. Souza às 20h54
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Anjos e Demonios
Sabe daquelas bombas cujo pavio é aceso e teima em não estourar? Esse efeito salva muita porcaria do completo desastre. Mesmo que O Código DaVinci não tenha tido a mesma sorte, Anjos e Demônios parece ter tido a sorte de ter seu pavio aceso, mas apagado ao longo de suas quase exaustivas 2h:20min de projeção. Baseado em outro Best-seller de Dan Brown, e novamente levado às telas pelo irregular Ron Howard, o filme foge à sua intenção original e se torna uma espécie de Indiana Jones às avessas. Lembro bem de quando Código saiu do papel e se tornou uma espécie de bomba relógio nas mãos do cara. O filme tinha tudo para emplacar positivamente, rendeu calorosas discussões e especulações dos mais variados tipos, um quase ”boicote” da Igreja e muito rebuliço na cultura. Pois bem, só foi o filme estrear para tudo ir por água. O filme virou uma bobocona tentativa de causar alguma polêmica e todo o seu bafafá foi abafado. A crítica caiu de pau e os fãs mais exigentes da obra logo declararam seu repudio ao filme. Só que mesmo assim, o filme foi uma das grandes bilheterias de 2006 e foi isso que deu carta branca para que Anjos e Demônios também fosse parar na sala escura. Numa segunda tentativa de gostar do filme, aluguei Código DaVinci e na hora de o filme começar, aparecia uma pretensiosa mensagem de que Anjos e Demônios entrava em produção. Meus medos se fizeram realidade e eis que em 2009, sem o mesmo frenesi de antes, Anjos e Demônios chega às telas, no mesmo mês de seu antecessor e mais infame filme. Pois bem, com muita vontade de “malhar esse Judas”, fui ao cinema degustar o filme e me surpreendo com o que vejo. Diferente de Código, Anjos e Demônios não repete as falhas escabrosas de narrativa do seu antecessor. Muito pelo contrário, pega algumas falhas e concerta. Só que isso não foi o bastante para tirar o filme da lama, e ainda bem desconfiado, assisti a fita e até fiquei feliz em ver que Ron Howard não destruiu completamente outra boa história. O filme não deixa de ser ruim, mas também não é uma completa perda de tempo.
Dessa vez, o interprete de sinais Robert Langdon é chamado pelo Vaticano para ajudar a entender o porque dos Iluminati (a veia cientifica da Igreja, e por muito tempo “calada”)prepararem atentados às vésperas da eleição de um novo papa. Lá chegando e associando os fatos, é hora de se tornar herói, e Robert se alia à polícia numa desesperada corrida contra o tempo para salvar a Igreja e evitar a morte de inocentes. Lindo não?
Diria que soou um casamento dos momentos políticos de Steven Spielberg com as tresloucadas filmagens ao melhor estilo Michael Bay. Anjos e Demônios sai uma espécie de Indiana Jones com pitadas exageradas de A Lenda do Tesouro Perdido. Um tanto infantil, e ao mesmo tempo querendo ser sério, o filme caminha nessa salada de gêneros até o seu previsível final. A graça aqui está mesmo nas cenas de ação. Sim, o filme deixa de querer ser polêmico, com conteúdo e vira uma aventura de gato e rato nas entranhas do Vaticano sem o menor medo de ser feliz. Em parte a boa intenção de salvar a história dá certo, em compensação abusa da sorte (e de nosso bom senso) em muitos momentos.
Reunindo caçadas até divertidas, momentos tensos e terríveis, o filme acerta nesses detalhes, só que, deixaram o que realmente importa (e que faz a narrativa de Dan Brown ser tão envolvente): a história fica de segundo plano e a ação come solta . Creio eu, o livro só colocava a ação para dar tempero, por isso em momento nenhum, deixa isso ofuscar sua verdadeira intenção. Já com o filme é o contrário. Isso, creio eu, se dá pelo fato de no filme anterior darem mais atenção à história, só que contaram do jeito errado e tiro saiu pela culatra. Os defeitos aqui não estão muito diferentes do anterior. Ron Howard mais uma vez deixa a desejar na direção, acertando a mão só em momentos mais barulhentos, e na hora de criar certo “arraso” acaba levando nas coxas.
Coisa que pelo visto não fez em Frost/Nixon, e que poderia muito bem ter acertado aqui. O roteiro ultra comercial de David Koepp e Akiva Goldsman, dois dos roteiristas mais sortudos do cinema (reparem que seus roteiros rendem campeões de bilheteria e nas mãos de consagrados diretores), é bem fuleiro. Os diálogos irritantes de detetive chegam a cansar. Aquelas tolas tentativas de associar as coisas com fatos históricos é bem reduzida aqui, porém estão presentes e só para encher aquela lingüiça. O que eles querem mesmo é nos fazer engolir as cenas de ação especialmente criadas pra dominar o filme. Quanto aos elementos técnicos, não há do reclamar. Mas poxa, era o mínimo né? O som é muito bom, a fotografia é caprichada (só não é melhor nas cenas que apresentam efeitos especiais) e a recriação fielíssima do Vaticano arrasam. A pedra no sapato do filme parece estar mesmo na trilha sonora do chato do Hans Zimmer e nos efeitos especiais. Hans mantém a música tema do anterior, nada mais justo, se trata de uma continuação, só que ele tem um defeito que não canso de notar. Suas trilhas parecem a mesma em todo filme. Tinha momentos que eu me perguntava: “ será que estou assistindo Gladiador? Não, parece mais Piratas do Caribe? Não, é Batman?!”, enfim, tudo parece a mesma coisa. É por isso que ainda não ganhou o mesmo respeito que tenho com gente do gabarito de Nino Rota, Ennio Morricone, John Willians, Vangelis, entre outros. Acho que é hora de ele começar a ser mais criativo, ou então continuará colocando “ barulho” ao invés de “ música” em seus filmes. Quanto aos efeitos, acho que foram bem levados às coxas. Começam até bacanas, como no começo, onde cria uma explosão de prótons que logo se torna numa arma nas mãos dos iluminati. Mas depois cai naquela pieguice de filme blockbuster. Tudo soa muito artificial, veja nas cenas que se passam na praça de São Pedro, onde acontece uma explosão, das bem mau feitas que já vi. Com o gordo orçamento que tiveram, certamente poderiam fazer algo muito melhor.
Quanto às atuações, Tom Hanks, que novamente encabeça a galera, se mantém o mesmo apático do filme anterior, sem expressão, parece que só ta lendo o roteiro. Em um determinado momento, chega a ser ridículo numa cena onde o sabixão Robert precisa recorrer à uma guia turística para resolver uma questão, sendo que durante todo o filme ele dá mostras de sua sabedoria descomunal sobre o assunto. Ewan McGregor creio eu, foi uma escolha duvidosa. O cara já fez coisa muito melhor, e aqui, é responsável por tudo o que é previsível no filme. Sem contar que protagoniza a coisa mais “espetacular”, descendo de pára quedas completamente desgorvenado os céus do Vaticano caindo nos braços do povo. O par feminino de Langdon (Ayelet Zurer), uma geniosa Física, não tem o mesmo carisma de Audrey Tatou e permanece insossa durante todo o filme. Stellan Skarsgard é o único quase bom, mas mesmo assim, ofuscado pela falta de vontade do resto do elenco. Uma coisa curiosa, é o assassino desse filme, o pior de todos, e a atuação mais horrenda do filme todo. Só assistindo pra ver. Paul Bettany deu saudades.
O bom, é que mesmo assim, o filme é melhor que o outro. Erroneamente vendido como continuação (no livro trata-se de um “prequel” de Código DaVinci), o filme supera em espectativa e qualidade o outro. Dessa vez, o diretor se preocupa em deixar as alfinetadas visíveis, coisa que não aconteceu em Código. O domínio da Igreja, o poder escondido que ela ainda mantém são alfinetados com certa timidez, mas fiquei contente em ver que pelo menos isso o diretor se preocupou em mostrar.
No mais, não passa de um filme divertido e esquecível. Diferente de Código, Anjos e Demônios repara certas falhas e se sobressai em muita coisa. Vale uma matinê descompromissada. Mas não é lá essas coisas não.
Nota: 4,5 
Escrito por Rafael L. Souza às 03h43
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O Pavor das Continuações.
Um dos fatores que prova por A + B que um filme fez sucesso são as suas continuações. Por meio das tais continuações, são perpetuados personagens, idéias, cenas e todas essas coisas. Mas são por meio delas também que se pode esquecer todas essas coisas num passe de mágica. Um filme pra ganhar uma continuação, antigamente, quando isso nem era lá tão utilizado (só mesmo em casos extremos praticamente, já aprofundo isso), para se fazer uma continuação, existia uma certa burocracia em volta. A partir do momento que as coisas começaram a render montanhas de dinheiro, as continuações não tardaram, e essa moda, tanto que hoje em questão de semanas do lançamento de um filme, já se cogita uma seqüência. Uma continuação pode surgir através de vários fatores, que vai desde assédio dos fãs à arrecadação de bilheteria, esse segundo caso sendo o mais corriqueiro. Ela nasce através de uma idéia que deu certo. Se o primeiro manteve algum suspense, deixou algo em aberto no final ou simplesmente sua história exige uma continuação por conta de sua qualidade, uma continuação é o mais recomendado. Só que em muitos casos, o que acontece é o contrário. Muitas vezes o filme nem exige uma continuação (o que seria um caso mais extremo de pedido de continuação), mas pelo fato de ter feito bonito na bilheteria, acaba em pouco tempo ganhando uma continuação, e que infelizmente, na maioria dos casos, está anos luz abaixo da qualidade do seu antecessor. Há também a moda infeliz de querer contar o início da história dos personagens presentes nos filmes. Esse recurso era utilizado muito em adaptações de quadrinhos (quem não se lembra dos excelentes primeiros 60 minutos de Superman?), mas com o tempo foi evoluindo e hoje até história de monstro gore dos anos 70 tem ganhado o seu “prequel”. Isso é ruim? Absolutamente não! Claro, se a história for contada com um cuidado primoroso para manter pelo menos a idéia do original, como no caso do fabuloso Batman Begins, de Christopher Nolan, que é sem dúvida um dos melhores filmes de super-heróis e sem dúvida, um dos maiores e mais bem feitos “prequel” do cinema. Só que, contudo, porém, todavia, entretanto, esse tipo de serviço é muitas vezes afetado por gente que nem liga pro conteúdo e sim com o barulho que fará. Ou seja, trocando em miúdos, fazem MERDA! Isso pode ser constatado com ofensas como por exemplo Debi & Loyd: como Deby conheceu o Loyd, O Filho do Máskara ou o recente X-Men Origens: Wolverine. São histórias que tentam apenas apresentar personagens famosos a outros públicos, e acaba desagradando os que já gostavam a mais tempo, e por isso esperavam algo bem mais à altura. Mas há também aqueles casos onde uma continuação se faz necessário, para explicar melhor lacunas deixadas propositadamente pelo diretor no filme original. Como por exemplo, Star Wars, a mais famosa saga das estrelas, feita com o intuito de ser uma saga grandiosa dos espaços. E conseguiu. Outro exemplo, O Poderoso Chefão, onde a continuação supera em praticamente tudo o original (o 3° nem considero por se tratar do filme mais inferior da trilogia). Ou aqueles infelizes casos onde se faz uma continuação com a vontade de voltar ao topo. Sylvester Stallone é o exemplo mais gritante. Ele apareceu pra valer nos anos 70 com o incrível Rocky – o lutador. Conseguiu fama e status e se tornou ícone dos filmes de ação. Pois bem, depois de escolhas duvidosas, sua carreira mostrou sinal de desgaste e por conta disso, voltou ao personagen Rocky Balboa mais 5 vezes, sendo que, a cada filme, a qualidade caia mais ainda, chegando o fundo do poço no Rocky 5, e voltando para reperar esses erros (e voltar ao topo claro) com o ótimo Rocky 6. Note que ele fez o mesmo com o brucutu Rambo, que rendeu 4 filmes, todos de gosto duvidoso, mas que conquistaram uma legião de fãs, inclusive essa pessoa que vos escreve. Outro exemplo é a loiraça Sharon Stone, que nesse caso, se usou de seu corpo para se manter na ativa, e quando se viu velha, voltou no seu mais famoso personagem para voltar a mídia e o resultado foi desastroso. Mantenha-se longe de Instinto Selvagem 2 o máximo possível! Há também o isolado caso da cinesérie mais famosa do cinema. É caso exclusivo do espião mais charmoso, mais pegador, mais foda da história, James Bond. O cara já tem 22 filmes e a cada 4 ou 3 anos estão lançando um novo. 6 atores já interpretaram o cara, e em todos os filmes dele, há aquela preocupação apenas em manter o mito, e deixar o tempo passar. Só de carreira ele tem mais de 40 anos, e continua na ativa como se fosse novo. A graça disso tudo, é que o espião se mantém vivo em todas as épocas. Ele enfrentou a Guerra fria e hoje enfrenta terroristas. Ou seja, o tempo passa e James Bond se adapta às condições do mundo. A sacada é genial e isso tornou James Bond eterno. Mas o que domina mesmo são as indesejáveis continuações, feitas no embalo do sucesso do primeiro. Essa junta tudo de ruim que pode acontecer numa continuação, por isso essas indesejáveis são prequel, são meras continuações, chegam a se tornar franquia. Veja o caso de Sexta Feira 13, que rendeu nada menos que uns 10 filmes, sendo que apenas uns 4 prestam. Mas porque ainda assim, muita gente torce o nariz para as continuações? Simples, elas em sua maioria são feitas apenas pra tampar buraco de dente. Mesmo existindo ótimos exemplos de continuações que deram certo, elas nunca são feitas por vontade de explicar algo (salvo pequenas exceções como Kill Bill por exemplo), mas sim de abrir caminho para novas continuações e manter a arrecadação constante, afinal de contas é isso que importa. O caso é que, em alguns casos, o que os produtores querem é atingir novos públicos. O primeiro O Máskara não era filme pra criança, mas o segundo é mega infantil. A série Star Wars, na trilogia antiga, fez 2 excelentes aventuras, e o 3 e último episódio é quase crianção demais em relação aos anteriores. Esse problema é a pedra no sapato de muito filme. E é nesses casos que os fãs menos aprovam as esperadas continuações. Se essa falha infantil persistir, as continuações continuarão ruins e ganhando mais e mais desafetos. Eu mesmo já perdi a fé em continuações. Segue abaixo tipos freqüentes de continuação: ABERTA: Aquela que o filme sugere uma continuação atrás da outra. É o caso de Rocky, por exemplo, onde o personagem retorna sempre com algo novo, mas sem deixar de em algum momento do filme relembrar o seu antecessor. FECHADA: Onde acontece os comuns casos de trilogias ou sagas, como por exemplo, Senhor dos Anéis, Star Wars, Homem Aranha, entre outros. Mesmo com as continuações, há um desfecho para todas as tramas contadas em filmes anteriores. O problema é que as vezes pode ganhar outro filme, contando outra coisa, mas se confiando no sucesso de seu antecessor. O resultado quase sempre é desastroso. PREQUEL: Nessa caso, somos apresentados as origens de determinado personagem ou trama que antecedem os filme original. Como exemplo cito Exorcista o Início, O Massacre da Serra Elétrica – O Início, ou O Poderoso Chefão parte 2, onde paralelo a continuação propriamente dita, conta como a família protagonista chega ao poder. Até hoje poucos filmes se saíram bem com essa premissa.
Escrito por Rafael L. Souza às 23h57
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Austrália

E 7 anos após criar a magnífica obra de arte Moulin Rouge, Baz Luhrmann volta com mais dinheiro e cria um épico cheio de pretensão e sentimentalismo. Em parte funciona, mas também se afoga no próprio sentimentalismo, na própria pretensão... O que é uma pena. Baz começa sua aventura com Nullah (Brandon Walters) e seu avô, o Rei George (David Gulpilil) aborígines tentando manter sua cultura. Então, acontece,um corpo na água, trata-se de um grande fazendeiro, proprietário de uma gigantesca fazenda na Austrália. Assustado, Nullah foge pra fazenda e quando chega, dá de cara com Lady Sarah Ashley (Nicole cara repuxada com botox Kidman), e o turrão Capataz (Hugh Jackman altamente canastrão). A Lady veio até o continente para fechar negócios com o grande Barão do gado Carney (Bryan Brown), que deseja possuir aquelas terras. Depois de uma briga com um desafeto duas caras, elaé encorajada a atravessar o deserto e levar 1.500 bois até o porto e vender ao exercito, pois descobriu os meios ilícitos que o Barão havia empregado para roubar suas terras. E ela parte, com Capataz, Nullah e cia, e começa a aventura de Baz no interior de sua pátria mãe. O filme é um grande espetáculo, isso sim. Não sei se acho isso por ter uma queda por esse tipo de filme, ou se gosto de filme ruim mesmo, mas sei que me agradou pacas. O ritmo dado por Baz ao filme, equipara-se a grandes obras das antigas, como E o Vento Levou... , a grandiosidade das cenas mostra que ele mais uma vez teve um cuidado mais especial com a estética do filme. Foda foi que pecou em conteúdo. Quando a preocupação com filme é maior que com o conteúdo, perde-se um pouco da graça. A primeira hora é deliciosa.Humor de filme antigo, recriação perfeita do ambiente. Aí vem a aventura com a boiada. Baz usa muito de cortes rápidos, tensão, e assim define bem os vilões e os mocinhos. Tira a máscara de dondoca da Lady e tenta aprofundar a história do misterioso Capataz. Jogada clichê, mas que nessa conjuntura funciona. Depois de agradar gregos e troianos, creio eu, ele poderia fechar o filme ali. Mas ele tem 120 milhões de dólares, e com isso, 2 caminhos a seguir: 1° fazer uma historinha de amor; 2° fechar com chave de ouro e criar um bom divertimento. Ele escolheu a 1° e não foi muito feliz. Ao invés de continuar a historinha de amor, e criar algo tão maravilhoso quanto em Moulin Rouge, ele joga uma carga detestável de clichês desnecessários. Eu vi um trem descarrilar quando isso começou. O casal briga, Nullah se separa deles para seguir seu destino, e tudo começa a ficar previsível. Estraga o filme legal. Então Baz atola quase 3 horas de uma coisa que começa bem e vai ficando ruim. Só que isso é explicável, sei lá. Creio eu, a intenção dele era fazer aquilo mesmo. Veja por exemplo os romances antigos, com clichês deliciosos, que são sempre bons serem revistos. Baz só foi infeliz em tentar recriar algo tão bom no século XXI. Os clichês não funcionam mais como antigamente, e isso é a grande pedra no sapato do filme. Aí vem a 3°parte, que eu tanto esperasse que salvasse a história, mas aí, Baz insiste em encher de clichês e até copia descaradamente uma cena de Crash - no limite. E fecha o filme deixando um gosto de "acho que faltou algo", mas ainda assim diverte. Acho que isso explica o porquê das más críticas a respeito do filme. Mas para assistir Austrália, deve haver certa cumplicidade com as intenções do diretor. Eu por minha admiração pelo trabalho dele, adorei o filme, mesmo com esses defeitos que podiam muito bem ter sido evitado. Ele mantém o seu estilo. Exagera com gosto nas belas imagens, e isso é positivo pos dá uma dimensão do que é o poder que ele quer mostrar. Os cortes rápidos ainda criam tensão, quem se lembra do final de Moulin Rouge, certamente notará o mesmo efeito em Austrália. Cortes, barulho, gritos e PIMBA, o clímax junto com o desfecho. Essa fórmula ainda dá certo... Eu caí direitinho no truque... A fotografia é um espetáculo, aliada a direção segura, cores misturadas que causa um bem estar danado. A direção de arte capricha também, é tudo bem feito, tudo bem no lugar, sujeira, poeira, tudo bem feito, tudo com bom gosto. Os figurinos (principalmente de Kidman) arrasam, torço pela premiação. A trilha é fabulosa, cheia de emoção, carrega os momentos "Clichets" nas costas, junto com os outros elementos técnicos. Quanto as atuações, Kidman já esteve melhor, e Hugh tá muito canastrão, tinha que ser um pouco mais expressivo. O pequeno que interpreta Nullah rouba a cena. Os aborígines, que nos créditos ganham importância, são pouco lembrados durante o filme, representados MESMO pelo Rei George. E a cena que queria destacar é no início, Nicole, Hugh e uns companheiros, num caminhão fuleiro, cheio de tranqueira, ela olha pro lado e vê cangurus:
- Olha que lindo, cangurus... que lindo, que lindo
BANG (o bixo cai morto)
Sem contar as várias e várias citações à O Mágico de Oz, com direito à frase “não há lugar melhor que o lar”. No mais, é um daqueles filmes arte, feito pra preleitar indicações ao OSCAR. Sofre do mesmo mal de Benjamim Button, mas o filme de Fincher se saiu melhor. Foi meio aquém das minhas expectativas... Esperava mais. Mas ainda vale o investimento.
nota:7

Escrito por Rafael L. Souza às 15h16
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O Lutador
Testemunhe o nascimento de um clássico!
Espero não ser massacrado por isso, mas lá vai. Notei intermináveis semelhanças entre o Lutador do talentoso Aronofsky com a franquia conturbada de Stallone, Rocky (digo conturbada porque apenas 3 filmes de toda a franquia vale a pena). Mas também, tenho o maior orgulho em dizer que O Lutador conseguiu pegar tudo o que Rocky não conseguiu fazer e ainda melhorou o que foi feito. Resultado, O Lutador é superior às aventuras do "Garanhão Italiano", de longe. O filme é incrível, bem feito, bem dirigido, com atuações fabulosas, só tenho a tecer elogios. Mickey Rourke, Marisa Tomei e Evan Rachel Wood que encabeçam o elenco estão em seus melhores trabalhos. Rourke meio que se interpreta, o ator foi lutador de Wrestler por muito tempo, largou para ser ator e depois voltou a lutar, e depois voltou a ser ator. Depois da "cagada" em Era Uma Vez no México, a redenção do gigante foi em Sin City, onde mostrou que estava de volta e à toda. Tomei, devo me redimir. Achava ela muito sem graça, sem carisma, apenas um outro rosto bonito. Mas aqui ela surpreende explosivamente sexy, com uma atuação realmente digna de elogios, sinceros elogios. Alternando entre ser sexy e ser mãe, ela controla bem as situações em que é colocada, convencendo e muito bem. Rachel Wood é outra surpresa, explosiva, no caso temperamental, ela é a filha esquecida pelo pai que nunca lhe deu atenção, e hoje não o perdoa por isso. Randy "The Ram" Robinson (Rourke) é um verdadeiro lutador. Durante os anos 80 foi um grande monstro dos ringues, literalmente tocava o terror em suas lutas. A mais lendária delas foi contra o Ayatolá, que ainda permanece na mente de seus fãs. Mas o tempo passa, e agora Randy está velho, trabalha num mercado pra ter o que comer e ainda continua nas lutas, em troca de trocados. Pela noite vai até um boate onde pode contar com Cassidy(Tomei), uma striper que é grande amiga do nosso "wrestler". Depois de uma luta ferrenha e dura, Randy acaba sentindo o peso da idade e sofre um ataque cardíaco. Com medo de não conseguir reparar os erros da vida por conta dos riscos que corre (belamente mostrado numa cena em que ele se reúne a outros ex-lutadores com problemas físicos), Randy vai atrás de redenção, tenta se reaproximar de Stephanie (Rachel Wood), tenta algum relacionamento mais sério com Cassidy, e claro, continuar vivo. O melhor no filme de Aronofsky é que ele consegue transformar coisas aparentemente clichês em acertos tremendos em seu filme. Os dramas de Randy mesmo que cansadamente trabalhados em muitos filmes (até no Rocky) parecem meio que, com nova roupagem. Aronofsky sabe jogar com o que tem e cria situações de grande peso emocional. Aliado às atuações do filme, a história ganha ares que vão além do que é mostrado. Randy é como muita gente. Se sente feliz fazendo o que faz, mas sabe que possui limites e isso não o atrapalha. Chega a ser belo ver aquele bruto que vive brigando no ringue tratar as pessoas como ele trata. Acho que isso quebra muitos e muitos preconceitos que infelizmente ainda existem. A fotografia e a direção lembram um pouco o ótimo Once - Apenas uma Vez, um tom meio documental, cenas que não terminam ali, essas coisas. No filme é um charme só. Funciona incrivelmente bem, é como se fosse o espelho do mundo que Randy encara todos os dias. Outro toque bacana foi Aronofsky não esconder os bastidores da luta. São homens nobres, se respeitam acima de tudo. No ringue a história é outra, mas ainda assim são homens, dando entretenimento, custe o que custar. Então rolam uns arames farpados, uns grampos, lâminas, mas claro, tudo com bom gosto, sem banalizar. Quanto aos bastidores das lutas, vem justamente o lance que talvez é a maior dor de cabeça de quem vive no ramo: os anabolizantes. Fica claro a tentativa de conscientizar os mais jovens sobre as terríveis conseqüências causadas pelo uso dessas substâncias. Juntando tudo isso, Aronofsky nos trás uma história incrível, de um homem que só quer viver não importa o que ele tenha que fazer. Trilha impecável de Scorpions à Guns'n Roses, o filme arrasa. Desde a sua fabulosa abertura ao seu emocionante e redentor final.
Nota: 9 
Escrito por Rafael L. Souza às 12h00
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Watchmen - O Filme

Baseado na Bíblia dos quadrinhos, criado por Alan Moore e Dave Gibbons, o filme por muitos anos foi considerado "infilmável". As tentativas foram constantes e o mau humor e o preconceito por adaptações cinematográficas de Alan Moore fez com que o filme não saísse do papel. Aí vem o "visionário" Zack Snyder, com cores, câmera lenta e muito efeito especial e consegue filmar o filme... O pelo menos pensou que sim. A participação do Moore foi a seguinte:
"Não quero saber do filme!"
Depois de ouvir isso num caloroso papo ao telefone, Snyder se sentiu livre para fazer o que bem quisesse, ou seja, atolou o filme de coisas pessoais e botou a perder o que foi rotulado de "The Dark Knight" de 2009. Erroneamente rotulado, como puderam notar (quem viu o filme claro). O excesso de beleza é visível, isso não é ruim, mas o filme em seus 160 exagerados minutos comete mais erros do que acertos. Batman foi o contrário, e o filme do morcegão é infinitamente melhor. Depois de V de Vingança ganhar uma adaptação, Watchmen certamente não demoraria a sair. Depois de muitas desistências, entre eles Michael Bay (graças a Deus!) e Paul Greengrass (o que seria até interessante), o projeto foi entregue a Zack Snyder, vindo do excelente Madrugada dos Mortos e do cocozão espartano 300. Aliás, foi graças a 300 que ele desbancou Darren Aronofsky ( ) e conseguiu o a chance de fazer o filme ( ). Depois de um roteiro literalmente "pipocado" pelo estúdio, saiu o definitivo, que tinha sim chances de ser grandioso, mas acabou sendo grandioso apenas em duração porque o filme é pequeno pequeno pequeno little. Watchmen é uma espécie de "Liga da Justiça" que reinou nos EUA combatendo o crime e ajudando o governo em assuntos pessoais como a Guerra do Vietnam. O tempo passou e eles ficaram velhos, passando seus uniformes a outros mais jovens comprometidos com o paz mundial e amor mútuo. Outros foram se juntando e criou uma força marcada pela desunião entre os membros, o que levou ao seu fim. Espectral (Malin Akerman) - Ela recebeu o uniforme de sua mãe (Carla Gugino com uma maquiagem horrenda) e agora está "aposentada". Trabalha com o Dr. Manhattan, mas estão tendo problemas amorosos por conta da mania do Dr. em trabalho e questões pessoais. Ela encontra amor nos braços de um velho amigo, o Coruja. Juntos vivem nostalgias e todas essas coisas dos velhos tempos. Ah, o melhor figurino é o dela (6).
Dr. Manhattan (Billy Crudup) - Um físico que sofre um acidente no trabalho. Depois de ficar desaparecido, seu corpo se refez e ele adquiriu com isso poderes sobrenaturais, possuindo total poder sobre a matéria. Mas junto com isso, ele também consegue ver o seu passado e o seu futuro, e ver as conseqüências ruins que isso traz, levando ele a uma espécie de "fortaleza da solidão" em Marte.
Ozymandias (Matthew Goode) - É o homem mais inteligente da terra, e o membro mais esperto do grupo. Após o fim da liga, ele decidiu retirar a máscara publicamente, se usou de publicidade para ganhar dinheiro e se tornou um ricaço.
Coruja (Patrick Wilson) - Ele é uma espécie de Batman, com uma "caverna" em casa, roupas ultramega tecnológicas e um jeitão de detetive. Ele é apaixonado pela gostosura da Espectral e tenta impressionar ela a cada momento que a vê.
Comediante (Jeffrey Dean Morgan) - Meu 2° personagem preferido do filme, é um cara do tipo "meu passado me condena", cometeu todos os erros e foi herói por isso. Por conta de seu assassinato, desencadeia os acontecimentos do filme.
Rorschach (Jackie Earle Haley) - Esse sim, o personagem mais fudidão do filme. Com uma máscara que possui uns desenhos estranhos, ele passa por dilemas que lembram os personagens de Sin City, é ágil, esperto, violento, o mais maduro e realista no meio de um bando de crianças.
Após o misterioso assassinato do Comediante, Rorschach inicia uma caça ao assassino, pois teme que também seja uma vítima, já que há um histórico de mortes aos mascarados. Ele vai em busca de ajuda por parte dos outros membros, que se encontram desacreditados. Mas enquanto o tempo passa, as coisas começam a ficar mais estranhas e a morte dos mascarados pode significar algo mais, pode significar o confronto final entre União Soviética e Estados Unidos, já que a história se passa num período de quase guerra nuclear entre as potências.
A história tinha sim potencial pra render uma puta história e o rótulo citado acima seria cabível. Mas não bastava apenas encher de beleza e esquecer do roteiro. O filme foi feito pra ganhar OSCAR, TDK feito pra divertir. Filme feito pra ganhar OSCAR está fadado a ser porcaria, filme feito pra divertir, no caso de TDK quando bem feito, acaba recebendo 10 indicações. Snyder tem um defeito que já considero infantil, sua mania chata de entupir as coisas de câmera lenta atrapalha MUITO o andar da carruagem. Em alguns momentos ajuda, mas em certas partes é tão desnecessário que estraga boas cenas. Usando isso em cenas de ação já se tornou tão repetitivo que perdeu a graça. Numa cena de sexo ficou bacana, não banalizou, apenas embelezou, mas em outras cenas só estragou. (olha só, rimou :D) O roteiro é cansativo, é como se fossem 2 histórias numa só, a dos heróis esquecidos e do pânico e histeria mundial por conta da guerra nuclear. A 1° história não funciona. As tentativas de colocar questões pessoais ao filme, dilemas enfrentados pelos heróis obrigados a abandonar a máscara. Se você quer ver isso bem melhor aproveitado assista Homem Aranha ou Os Incríveis, lá isso tá muito mais bem feito. A 2° já é mais clássica, o embate entre o super vilão contra os super heróis. Só que, preocupados em dramatizar seus problemas, esqueceram de contar uma boa 2° história, e foram obrigados a por um vilão meio forçado e um final mais forçado um pouco. Resultado final, não deu certo. Acho que seriam mais felizes em valorizar a 2° história. O filme seria menos cansativo e certamente muito mais interessante. A abertura é ótima, lá o uso exagerado de câmera lenta funciona, mas a musiquinha (The Times There are a Changing, do Bob Dylan) de fundo, mesmo que boa, deixou as coisas enjoativas. Se Mr. Tyler Bates, que ultimamente tem atrapalhado muito filme com sua trilha sem sal, tivesse criado um tema musical grudento, como John Willians fazia com os Blockbusters de antigamente, o climão do filme seria muito mais eficaz e divertido. Os figurinos caprichados e a recriação original, com a belíssima fotografia, são ofuscadas pelas toscas interpretações do elenco. Recheado de clichês e canastrice, poucos se salvam no mundaréu de má interpretação. A pior delas certamente foi Carla Gugino, que possui um segredo que em NADA ajuda o filme em NADA! A direção do Snyder em nada diferencia de 300, mostrando que em nada ele melhorou. Nada mais a declarar. Mas o que merece destaque é a trilha sonora, um banquete auditivo pra quem curte boa música. No começo o assassinato, a cena do enterro, o encontro no restaurante, só coisa boa. Com músicas que ambientam a época que o filme passa. O foda foi ter colocado My Chemichal Romance nos créditos finais, quase estraga tudo. No mais, Watchmen não passa daqueles filmes "muito barulho por NADA". Trailer bacana, cores, promessa de um puta filmão de super heróis, mas que quando termina fica aquele gosto na boca de "humm, faltou alguma coisa...". Veja se não tiver nada melhor pra assistir.
Nota: 6 
Escrito por Rafael L. Souza às 21h47
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O Dia em que a Terra Parou
O filme começa em 192 alguma coisa, com um cara, que tá se escondendo do frio em sua barraca (não sei porque mas ele é a cara do Keanu Reeves), até que ouve um barulho (sinto cheiro de susto forçado...) e quando sai pra investigar vê uma esfera enorme e brilhante que lhe chama a atenção. Ele vai, todo curioso, e um clarão invade a tela...depois ele aparece, como se nada tivesse acontecido, com uma marca na mão. O legal é que o filme do Scott Derrickson abre com isso, mas que no final das contas não ajuda o filme em NADA! Mas pulando esse detalhe que todos perceberão, vem para os dias de hoje, aparece a "brilhante" cientista Helen Benson (linda e nada mais Jennifer Conelly), onde somos apresentados a sua vida, ao que ela faz, essas clichêzada toda. Aí, do nada, ela é convocada, sob custódia, pelo FBI para compor uma equipe que possui cerca de 78 minutos para "tentar" achar um meio de salvação para o planeta, já que algum a coisa estranha tá chegando em rota de colisão(  ), e o melhor, vai cair em Manhatan! (porque sempre os EUA?¬¬). Aí o et chega...Cena linda até, cehia de luzes e tal, tem todo o clima, mas o ser-humano burro como é taca o dedo no gatilho e acerta um tiro na criatura. Aí depois de um momento que pode lembrar Matrix (mais precisamente o nascimento de Neo), aparece Klaatu (que é a cara do Keanu Reeves, que por sinal também fez Matrix), um alienígena enviado à Terra para livrar o planeta dos seres humanos e preservar todos os recusrsos existentes. Começa aí a historinha "O Dia em que a Terra Parou", uma tremenda BOBAGEM , um filme chato, sem graça e mega forçado. Uma coisa que tenho NOJO nesses tipos de filme, é apresentar a ''moçinha" com um problema em casa, nesse caso com seu filho (interpretado pelo filho do Will Smith Jaden Smith), coisa que eu enojo porque não adiciona nada ao filme, na verdade tenta te fazer engolir um monte de situação mais que previsíveis, isso na minha visão compromete e muito o filme. Eles pensam que somos bestas? Isso é coisa de filme do Didi! Aí depois vem as atuações piegas, fracas, fracas, fracas e fracas do elenco, onde só quem se salva é John Cleese, que faz a melhor atuação do elenco todo, e aparece poucos minutos no filme...¬¬ desperdício. Keanu Reeves não tá fraco, tá HORRENDO!, sua atuação mais medíocre em toda a carreira. Ele se veste e age que nem o Mr. Smith do Matrix, só que sem o mesmo carisma. Ele fala que nem robô e todos os seus atos no filme "friamente cauculados" são extremamente risíveis, ao invés de sentir medo do personagem, sentimos raiva por ele ser tão chato. Depois vem a Jennifer Connelly, que nem vou chamar de fraco porque ia perder tempo comentando isso...Acho que tá mais que na cara né? Direção fraquérrima, acho que entregar um projeto dessa importância a Scott Derrickson foi erro dos grandes. O cara transforma o filme dele numa bomba tediosa, na 1° hora do filme eu cochilei uns 10 minutos e acordei num susto por causa do som. Nunca pensei que fosse realmente "cochilar" num cinema e esse dia chegou, "no dia em que a terra parou"!(piadinha pra quebrar o gelo :D). O filme não é tenso, não diverte nada e me fez perder 6 reais do ingresso. (ainda bem que era promoção...) Mas o que salva essa bosta? O som é bom, disso não reclamo, os efeitos-especiais tão até caprichados, mas são o único atrativo do filme (ver uma cidade ser destruída por insetos de metal foi até bacana), porém a fotografia tá um CU!, escura, e as vezes clara, mas predominando o escuro e isso aliada à direção sem noção deu um resultado equivalente a um sonífero. A trilha, tenta resgatar algo dos filmes do gênero na década de 50, e ao invés disso faz é uma bela porcaria que não adiciona nada ao filme, nem mesmo cumpre seu papél. E o pior de tudo(é deixei um parágrafo só pra ela) e Kate Bates. Uma atriz talentosa, carismática, mas hoje senti ódio dela pela 1° vez na vida. Sua personagem, uma secretária de segurança do governo, se acha a dona de tudo, ...chega e põe ordem na casa (ou pelo menos acha que põe), eleva o mito de salvador dos americanos nas alturas, baba o ovo do Mr. President (que parece o Bush) e só causa irritação o filme todo. De tudo no filme o elemento mais insurpotável foi ela. A atuação mais medíocre dela, e olha que ela já venceu OSCAR...Que coisa heim? Terminou a sessão e rezei por 3 coisas: 1°- Keanu Reeves tem que por seu detector de filmes ruins pra funcionar, funcionou com Velocidade Máxima 2, mas infelizmente não com esse; 2°- Jennifer Connelly precisa sentar na frente de seu OSCAR e reaprender a atuar como antes, ela tem que honrar aquela porra! 3°- Mandem Scoot Derrickson de volta pra faculdade de cinema!
E só copiando a fala do Marcos Mion: "Se vai copiar, copia direito porra!"
Acho que os criadores da obra original (e por sinal muito melhor que essa) devem estar odiando a refilmagem...E com razão!
nota: 1 (pelos efeitos-epeciais) 
Escrito por Rafael L. Souza às 01h15
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O Curioso Caso de Benjamim Button
Depois de algumas semanas enrolando, criei coragem, peguei dinheiro, enfrentei trânsito e passei quase 3 horas dentro da sala de exibição vendo o tão falado filme do diretor David Fincher, estrelado por Brad Pitt, Cate Blanchet (L) e Tilda Swinton, o filme já abocanhou nada menos que 13 indicações ao OSCAR, e cativou o público (minha sessão tava bem generosa). Nem vou me prolongar muito na sinopse, pois acho que já é de conhecimento de todos, um bebê que nasce com 80 anos e vai vivendo, rejuvenescendo ao invés de envelhecer. O roteiro é assinado por Eric Roth, famoso por filmes como Munique e o seu maior trabalho Forrest Gump. Por conta desse ultimo exemplo, são notadas ao longo do filme, semelhanças com a historinha estrelada por Tom Hanks, e isso tá criando um puta ba-fá-fá. Eu sinceramente notei a construção da história do Button bem parecida com a de Gump, mas isso não faz com que o brilho de Button seja ofuscado, creio eu essa não foi a intenção. David Fincher demonstra amadurecimento, ele deixa de lado a violência que era obrigatória em seus filmes, e parte pra filosofia, para as questões que afligem o ser humano por conta da existência. Sinceramente ele tinha uma chance de ouro de dar uma guinada tremenda na carreira. Só que isso infelizmente não acontece aqui. Os pontos negativos infelizmente se sobressaem aos positivos. E isso não é legal. O filme é daqueles feitos com vontade de ganhar prêmio. Note-se uma preocupação com a técnica, com as atuações, com todos os elementos do filme, mas cuidaram tanto, que se acomodaram, e o resultado foi uma melodrama de quase 3 horas que poderia muito bem ser feito em 2. Começo pela narração em off. Sem graça. Como está alta, espanta o sono. Depois as indas e vindas ao hospital, onde a personagem de Blanchet, nas últimas, conta a historia dela com Button, enquanto sua filha lê o diário dele e temos a perspectiva na visão dele dos fatos. Esse lance retro não ficou muito legal ao filme. As intermináveis indas e vindas só enchem lingüiça e prolongam o tempo. Nada mais. Depois uma enxurrada de cenas desnecessárias, a principal delas, quando Button recria os movimentos de várias pessoas, que indiretamente estão ligadas à um atropelamento. Depois alguns clichês obrigatórios, que não vou contar claro, vejam o filme. Mas que tem clichê tem e não é pouco. Tecnicamente impecável (8 indicações), o filme possui méritos nessa parte. A fotografia retrô belíssima Claudio Miranda é um show, principalmente quando Blanchet (L) está em cena. A luz no rosto dela rende uma sensação de beleza incrível. Ela com seu rosto de expressão peculiar, ganha uma áurea, ganha uma jovialidade, que mesmo envelhecendo não perde. Méritos da equipe da maquiagem, que arrasa, não só com ela, mas com todo o elenco. Brad Pitt, o que mais sentou na cadeira do trailer de maquiagem, está em algumas cenas irreconhecível, mas quando há um close na cara dele, nota-se uma veracidade, como se realmente fosse verdadeira aquilo tudo, as rugas, a pela, as manchas, tudo muito bem feito. Acho que o prêmio de maquiagem vai estar pau a pau com Helboy 2. O figurino é belo, principalmente da primeira hora, quando estão todos naqueles tempos entre guerras. Os dos anos 50 lembram Juventude Transviada, Brad Pitt parecia James Dean em algumas cenas e a mulherada foi à loucura. Efeitos especiais bem feitos, a cena em que eles estão numa batalha, contra um submarino é soberba. E por falar nessa cena em especial, nela sentimos os aprimoramentos sonoros, os tiros são realistas, eles ricocheteando causavam a impressão de se estar no meio do tiroteio. Mas a edição e a trilha não foram do meu agrado... A edição em alguns momentos ágil, em outros lentaaaaaa dão um resultado em certos momentos bom, em outros chatos, isso não foi bem visto por mim. Quanto a trilha, tive a sensação de te-lâ ouvido em outros filmes, então, nada de original. Já Fincher dá um show, tudo o que tenho a dizer sobre o desempenho dele. Em relação as atuações, inspiradas, ótimas, bem aproveitado o elenco. Destaco minha amada Blanchet, esquecida nos Globos de Ouro e OSCAR's da vida (!!). A atuação dela é a mais sublime, principalmente quando ela aparecia jovem e dançando balé, ela causou um bem estar tão grande naquelas cenas que é impossível não vibrar por ela ao longo do filme. Brad Pitt atua direitinho, mas creio eu, nada que realmente valesse uma indicação, ainda acho que Dev Patel merecia uma também. Mas o que me deixa inconformado, é que ainda teimam em ver Brad Pitt só como padrão de beleza. O cara é um ótimo ator, veja Clube da Luta, Kalifornia, Sr. & Sra. Simth, Thelma e Louise, 12 Macacos e mais uma par. Claro que amargou algumas escolhas péssimas, como Tróia, mas no geral, ele é ótimo ator, tem expressão, tem carisma e tem esse maldito estereótipo. O roteiro é meio falho. Adaptar uma história de pouco mais de 20 páginas, acrescentar coisa pra burro, só pra ter uma superprodução é dose. Só como exemplo, o Silêncio dos Inocentes (livro) tinha cerca de 300 páginas e rendeu um puta filmaço de 2 horas. O lance do existencialismo foi bem tratado, mas convenhamos, Button parece filósofo, tinha hora que aquilo enchia o saco. Mas quem rouba a cena mesmo é o tiozim que foi atingido por 7 raios. Lembra muito as velhas comédias em preto e branco, lembra muito Charlie Chaplin.
"A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18". Mark Twain
No final das contas é um belo exemplar de como fazer cinema. Pecado maior: prolongar demais o que podia ser mais resumido.
nota: 8 
Escrito por Rafael L. Souza às 02h16
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Velozes e Furioso 4
"Modelo novo, peças originais.''
A campanha de merchan justifica os resultados bons, alcançados pelo filme. Em 1° lugar nas bilheterias, Velozes 4 foi uma agradável surpresa pré mega lançamentos de maio. Olhando por outro prisma me arrisco a dizer que esse seria mais um "Velozes e Furiosos 2", já que o 2° e o 3° são totalmente dispensáveis, não adicionaram nada ao 1° filme, que mesmo sendo tosco, achei legal pá carai. Aqui os carros não são coadjuvantes, são parte do filme. São o filme. To deslumbrado com o Torino de um dos vilões, coisa mais linda, só perde pro carro do Clint em Gran Torino. Dessa vez, Dominic e Letty (Vin - fodão - Diesel e Michele Rodriguez respectivamente) estão na República Dominicana, roubando combustível. Depois de um papo moralista, coisa mais que clichê nesse tipo de história, Dominic vai embora e deixa sua namorada só. Ela acaba sendo assassinada, e ele cego de fúria e culpa, vai em busca de vingança, e descobre que se trata de um dos principais capangas de um chefe de cartel que ninguém nunca viu. O problema é que o policial O'Conner (Paul Walker) também está atrás do dono do cartel, só que claro, pra botar atrás das grades. Desenhada a trama, tudo acontece como nos outros filmes, ele infiltrado, trabalhando junto com Dominic, corridas, mulherada de shortinho (*-*), muito Hip Hop e carrões tunadaços. Os defeitos infantis continuam sendo os mesmos, roteiro fraco, atuações horrendas, todas as coisas que são obrigatórias nesse tipo de filme. Só que aí mora o charme da coisa, se é que se pode chamar assim. As cenas de ação estão caprichadas, criam certa tensão e emoção, e acho que isso já conta como elogio para esse tipo de filme. Da ótima abertura no roubo de um caminhão tanque, à uma corrida a pé na cidade, tudo é feito de maneira mentirosa e mega divertida. Não dá pra ir ver Velozes e Furiosos esperando um novo e revolucionário filme que traga novas idéias nem essas coisas. É desligar o cérebro, se entupir de pipoca e coca cola e rir das coisas absurdas do filme. O melhor do filme é que ele não repete as falhas cometidas nos dois filmes anteriores. Coisas do tipo, deixar a ação pra segundo plano e valorizar mostrar peças, sons, esses parangolês. Aqui não, acontece tudo como no 1° filme, tem eles montando o carro, mostrando amor pelos carros (que coisa mais tosca acabo de escrever ), tem mais corridas ao invés daqueles "drift's" chatos do 3° e muito mais fraco filme. Tem um vilão que se veste da maneira mais brega possível, Vin Diesel levando tiro e continuando a bater nos caras, final em aberto - já sugerindo um 5°, todas essas coisas que de certa forma causam risadas e aqueles comentários "meu deus, que mentiraaa". Saí do cinema feliz, me diverti bastante e acabei voltando a ser fã dessa bagaça. Diversão sem compromisso, não há nada melhor quando não se tem muito que fazer.
nota: 8,5 
Escrito por Rafael L. Souza às 01h44
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Os Chatos de Hollywood

“Nem só de pão, o homem viverá”, diz a Bíblia. Eu particularmente acho essa passagem genial, já que Jesus ensinava por meio de parábolas e metáforas que serviam de lição. Não, não estou aqui para “pregar”, mas para usar essa passagem em outros conceitos, como o cinema, por exemplo. “Nem só de boa coisa o nosso cinema sobrevive”, assim diria eu. A verdade é que além de seres inimaginavelmente geniais, existe uma ralé chata e inconseqüente que ainda ousa aparecer na telona mostrando algo realmente pavoroso de se ver. Desde o início da coisa toda, na época do P&B, havia os chatinhos. Ed Wood, que até ganhou um excelente e delicioso filme de Tim Burton e com Johnny Depp encabeçando o elenco, é considerado um dos piores diretores de todos os tempos. Seus filmes beiravam o ridículo, nada dava certo. Todos os problemas imagináveis aconteciam e ele claro, mantinha seu jeitão megalomaníaco, imaginando estar fazendo uma obra de arte. Mesmo com cenários caindo aos pedaços, roteiros horríveis e direção pecadora, Ed Wood é o único exemplo de chato que vale a pena ser lembrado. O cara amava o cinema, essa é a verdade, e a maior diferença com os chatos de hoje. Com a ida de Ed Wood pra outra dimensão, continuaram aparecendo seres ousados capazes de estragar boas histórias. Hoje em dia tudo o que eles querem é um orçamento bom, e saco do público que ainda insiste em dar chance a eles. Como por exemplo Jason Friedberg e Aaron Seltzer, que tem aparecido muito como vencedores do Framboesa de Ouro, OSCAR dos filmes ruins. Pois bem, eles chegaram ao cinema com o bacaninha Todo Mundo em Pânico, que acabou virando franquia. Eles desenvolveram um novo estilo de parodiar os grandes sucessos da temporada, com piadas agressivas, apelando para todo tipo de escatologia. No começo deu certo, o primeiro filme é divertido, devo admitir, mas a partir do segundo, a fórmula acabou, e se repararem, a partir do terceiro, volta ao estilo clássico de parodiar (lembrando hilários e excelentes filmes como Top Secret, Corra que a polícia vem Aí, Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu entre outros). Mas, porém, contudo, todavia, os caras não desistiram e voltaram em 2006 repetindo a fórmula. Resultado: filme ruim demais, e o pior, teve um sucesso até discreto. Animados, nem demorou sair Deu a Louca em Hollywood, Espartalhões e a coisa mais detestável do mundo A Liga da Injustiça (atual vencedor do Framboesa). Ou seja, dinheiro aqui falou mais alto. Ainda existe público pra essas demências. É bem comum ver jovens desocupados se encontrando na casa de amigos e rindo dessas baboseiras. Piadas repetidas em todos os filmes, abuso de apelo sexual na falta de criatividade e claro, a chatona execução do filme pela dupla em questão. Outro chatinho que de certa forma chamou a atenção foi o alemão Uwe Boll. O cara é definido no ramo como sendo a “resposta alemã à Ed Wood”. O cara é muito ruim. A única coisa que dá pra aproveitar são as risadas com tanta tosquera e o sono que seus filmes causam. O resto é bom nem considerar. Ele apareceu com o pavoroso House of Dead, baseado num jogo popular de terror que rendeu um dos piores filmes que já vi. Mas tudo bem, era a primeira empreitada do cara, ele tinha chance de mostrar trabalho, de ao menos melhorar, e 2 anos depois me aparece com um tal de BloodRayne, que considero um dos maiores desperdícios de talento da história. Ótimo elenco e filme que fede de longe. Uwe decaiu e desde então tem caído mais ainda. Em 2007 lançou 4 porcarias, depois de seu último insucesso Alone in the Dark – O Despertar do Mal. Nenhum filme dele dá pra dizer que teve ao menos a boa intenção de melhorar. É um pior que o outro. Só que o Uwe não é o único alemão chato do cinema. (que tristeza) Ainda existe um tal de Rolland Emerich na parada, e que posso até colocar pau a pau com Uwe. A diferença entre eles é que Emerich ganha um orçamento mais gordo e pode destruir quantas cidades quiser. Pois bem, Emerich chegou chegando com o mediano Soldado Universal, que acabou consolidando Jean Cloud Van Dame como grande nome do cinema de ação. Depois disso veio com o mega arrasa quarteirões Independence Day, filme escroto mas divertido. Com isso ele conquistou os produtores ávidos por dinheiro e assim carta branca pra fazer o que quisesse. Depois disso a única coisa mais ou menos certa que fez foi O Patriota, com Mel Gibson. Os outros são definitivamente deprimentes. Godzilla eu até gosto, mas é tão ruim, ta capenga que ainda me arranca risadas. Mas O Dia Depois de Amanhã é a bosta mais fedorenta da carreira dele. Nem os efeitos especiais, marca dos filmes dele, salvam do desastre. Ele como diretor de blockbusters tentando se aventurar no drama não foi muito convincente, e ele acabou levando uma história bobocona pro fundo do poço definitivamente. Depois vem o recente 10.000 a.C, onde conta a história do primeiro grande guerreiro, nos tempos das cavernas. Outro erro, dessa vez milenar, o tipo de filme que se torna aula de como não se fazer filme. O pior de tudo é a lambeção de saco que ele faz aos Estados Unidos. Repare que em todos os seus filmes os americanos são seres que não cometem erros, são superiores intelectualmente e claro, sempre salvam o mundo (o presidente dos EUA salvando o mundo em Independece Day, encaro como piada até hoje). Em breve ele chega com seu novo filme catástrofe, 2012. Espero que não seja outra catástrofe em sua filmografia. Há ainda aqueles chatos que se apóiam em seu passado. Veja o caso de Joel Schumacher por exemplo. O cara começou com pseudos-cults, fez uns filminhos até legais no começo da carreira, destaco Os Garotos Perdidos como melhor de sua carreira. Chegou ao topo com o ótimo Dia de Fúria e depois decaiu mais uma vez. Tentou a redenção com o também ótimo Tigerland, e mais uma vez rui, dessa vez parece que foi de vez. Joel faz o tipo que consegue bons e promissores roteiros, orçamentos bacanudos e no final das contas torra tudo num filme mau feito, mau planejado, meu em tudo. Batman & Robin é seu maior erro, seguido pelo pavoroso Número 23. São filmes exagerados, visual tão exagerado que chega a causar desconforto. Seus movimentos de câmera, tentando passar uma perspectiva mais noir é um desastre e rende uma má direção que fica mais e mais evidente até o final do filme. O cara é bom em estragar filmes. Mesmo com poucos exemplos de acertos, seus erros são mais evidentes (e fazem mais sucesso). Outro chato que se apóia em seu passado é o senhor arrasa quarteirão Michael Bay. Ele chegou discreto, com o agitado Bad Boys e junto com seu mentos Jerry Bruckheimer emplacou mais 4 sucessos de bilheteria. A Rocha, seu trabalho mais vergonhoso, precedeu os que definitivamente despontaram sua carreira: Armageddon e Pearl Harbor, ambos horríveis, mas que ainda assim divertem. Finda a parceria, Michael achou consolo em Steven Spielberg, e fez o péssimo A Ilha, seu primeiro fracasso em bilheteria, e anos mais tarde viria o até bom Transformers. Bay é bom em criar cenas de ação, isso é incontestável, mas peca em forçar situações cômicas sem graça e desenvolver romances clichês e chatos. Com isso acaba comprometendo o andamento de seus filmes, que por pior que possa parecer, tinham certo potencial. Já com Rob Cohen, acontece o contrário. Ele pega coisas que parecem boas histórias (que definitivamente não são e jamais serão) e transforma em algo pior. Seus 2 únicos acertos foram Velozes e Furiosos e xXx, que mesmo medianos divertem. Só que pecou com muita coisa. Coração de Dragão é clichê atrás de outro, Daylight fede de tão ruim, Sociedade Secreta parece sonífero e Stealth e A Múmia 3 considero ofensas das brabas à minha visão. Outro que andou sendo bem chatinho foi o indiano M. Night Shyamalan. Tudo bem, O Sexto Sentido é um excelente filme, Sinais ótimo também, mas ele demonstrou uma queda em Corpo Fechado, caiu mais ainda em A Vila, chegou ao fundo com o tedioso A Dama da Água e se prendeu lá com o terrível Fim dos Tempos. Shyamaln sabe contar histórias. Seu jeito peculiar de montar uas tramas são até interessantes e a premissa de seus filmes acabam sendo outro atrativo mas na hora H parece que o trem descarrilha. Shyamalan perde o controle da coisa e seus filmes se resumem em fotogramas baseados em sustos, e que em muitos casos nem dão certo. Depois da indicação ao OSCAR foi embora junto a tensão, a criatividade e originalidade de seus filmes. Uma pena. Mas deixando os diretores um pouco de lado, nem só de maus diretores vive Hollywood. Há também umas figuras bizarras que atuam, ou acham que atuam. A começar pelos rappers que se aventuram na tela grande. O único que realmente me impressionou foi Eminem em 8 Mille. Ele fez direitinho seu papel, mas aí parece que 50 Cent quis aparecer também e protagonizou sua quase biografia (na verdade é um belo caça níquel) chamada Fique Rico ou Morra Tentando. O filme é bacana, mas seria melhor sem o 50Cent. Também tem Beyoncé, Ice Cube e mais uma par, que não vejo graça em seus filmes e suas atuações são sempre mais do mesmo. Mas há também os problemáticos do mundo pop, como Britney Spears (a louca) e seu pavoroso Crosswords, ou aquela banda pé no saco Johnas Brothers e o Camp Rock (não passei de 10 minutos). Dessa leva só o Justin Timberlake se salva. Atuou direitinho. E quanto à Paris Hilton não há o que comentar. No filme Casa de Cera a única cena boa é a da morte dela. E Lindsay – fotografa minha calcinha – Lohan? Começou bonitinha em comédias que evoluíram pra besteiróis feitos sob encomenda para adolescentes e depois ruiu de vez com o botinha Eu Sei Quem Me Matou (dã ¬¬). Outros bem chatinhos são como nos casos de Nicholas Cage. Fizeram boas atuações no passado e hoje pra se manter no topo apostam em porcarias descerebradas como o seu recente Presságio. Dá saudade do Cage de Senhor das Armas, seu útimo bom trabalho. Ou seja, os caras estão apenas querendo render algum dinheiro, tanto pra eles quanto aos estúdios que lhes financiam. Poderia falar aqui de vários outros que também cometem os mesmos erros e ainda continuam na ativa. O que é uma pena pois perde-se boas histórias e rendem milhões de dólares, já que são filmes chamativos e no final das contas é dinheiro que importa. Contar com esses caras considero arriscado, pois só rendem más criticas e certa má fé por parte das pessoas em assistir. Dá saudade de caras como Ed Wood, que sabia que era ruim, mas fazia suas bobagens por amor ao cinema, e não por amor ao dinheiro. Ed Wood é lenda. Esses outros chatos serão esquecidos logo. Questão de tempo. 
Escrito por Rafael L. Souza às 13h30
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